sexta-feira, 7 de junho de 2019

FRITZ (Brasília-DF)

CHUCRUTE

Morreu o velho Fritz, o guerreiro da pioneira rua dos restaurantes da capital do país. Digo pioneira pois hj existem pelo menos umas 10 ruas de restaurantes na cidade, mas foi ali na 404/5 sul que o austríaco Fritz plantou seu já longevo restô austríaco/alemão, e que leva seu nome, nos idos de 1980 se não me falha a memória.


Fritz

O restaurante é longevo como o foi tb o seu fundador, morto já aos 90 anos. Será talvez o comércio mais antigo daquela rua. Fui muito lá, e ainda vou, embora com menor frequência. Fala-se muito da truta do FRITZ, mas meu prato predileto lá sempre foi o estrogonofe, perfeito nessas noites mais frias que se anunciam acompanhado de uma taça de vinho tinto. Mas o joelho de porco, os embutidos e o apfelstrudel são clássicos do restô e dessa culinária, e lá é um dos poucos lugares de Brasília onde se encontra o rollmops, uma entrada do tipo "ame-a ou deixe-a";) Há tb coelho, pato, o tradicional shnitzel, salada de batatas, chucrute e...cervejas, claro!;)


rollmops

Pena a morte do velho Fritz, tomara que o restaurante sobreviva à sua morte. E seja feita a reforma tão necessária (...)
Brasília tem hj uma diversidade notável de estabelecimentos, mas há lacunas incompreensíveis. Se sobram italianos, contemporâneos, churrascarias, pizzarias e hamburguerias, há uma pobreza de portugueses, espanhóis e alemães. E aí é o tal negócio, "em terra de cego,..."





 Assim, o longevo FRITZ passou nesses anos todos de um dos 'restaurantes chiques' da cidade (anos 80) a representante da especialidade alemã/austríaca. De chique não tem mais nada em vista da elevação do padrão dos restaurantes em geral nessas últimas décadas. As coisas mudam, e na Brasília dos dias de hj quem for ao GERO e depois ao FRITZ vai achar este último muito simples!
Mas, se o FRITZ nunca serviu nada mais marcante, tb nunca serviu nada ruim, embora o SERVUS hj ofusque a cozinha do velho FRITZ.


SERVUS 

É interessante notar que os restaurantes alemães de Brasília são muitas vezes pertencentes a austríacos, e não a alemães. É o caso do FRITZ, do FRED e, até um certo ponto, do SERVUS.  O FRED nunca foi alemão, aliás o FRED nunca teve conceito. Tem alguns pratos alemães pois seu fundador era austríaco, mas vive mesmo é de servir picadinho!


Picadinho do FRED

Outro restaurante e bar com inspiração alemã mas que tornou-se variado é o velho BIER FASS. De alemão só sobraram uns poucos pratos no cardápio e o nome...
Voltando ao FRITZ, sua boa cozinha e a regularidade da mesma, o bom serviço e os preços contidos têm feito dele, todos esses anos, um porto seguro para almoços de colegas de trabalho durante a semana e de famílias aos fds, com seus pratos fartos. 







A finalização dos pratos no salão do velho FRITZ é uma das cenas mais emblemáticas da memória gastronômica brasiliense!
Descanse em paz velho Fritz, Brasília deve muito a vc. Seu legado de perseverança e dedicação ao restaurante não será esquecido. Espero ainda por muitos anos ir provar a 'comida alemã com gosto de Áustria' que fez a fama do longevo FRITZ!
Auf wiedersehen...

FRITZ
CLS 404

Cozinha - **+
Serviço - **+
Preços - **+
Ambiente - **
Acolhida - **+

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível






sexta-feira, 31 de maio de 2019

WERNER HEYING (ZUR ALTEN MÜHLE, São Paulo e Embu das Artes-SP)

5 perguntas para Werner Heying, sócio do Bar ZUR ALTEN MÜHLE, São Paulo e Embu das Artes-SP:




1) Como surgiu a ideia do Bar? É um tipo de bar encontrado nas grandes cidades alemãs?

Meu pai, Wilhelm Heying, tinha uma loja de móveis na cidade de Embu das Artes, sendo que a clientela era predominantemente de alemães. Nos finais de semana, era oferecido caipirinha por conta para esses clientes. Até que houve a ideia de montar uma choperia tradicional alemã na região do Brooklin, que era o local com maior habitação alemã de São Paulo. A choperia foi aberta por hobby, e desde o começo já teve uma clientela cativa. Depois começaram a aparecer reportagens em revistas e jornais, e o movimento foi aumentando. Aberto inicialmente parecendo uma choperia, foi se transformando com o tempo em um restaurante também.

2) Vcs tem uma filial, não é? Fale um pouco de lá...

Nossa filial se localiza na cidade de Embu da Artes, na mesma região onde tínhamos a loja de móveis. Por ter um certo contato na cidade, e pelo fluxo de turistas nos finais de semana, achamos interessante abrir um restaurante lá. Foi aproveitado o mesmo nome do Brooklin, o que ajudou a alavancar o movimento. Lá basicamente nos dias úteis é servido um buffet por quilo, e nos finais de semana é à la carte. O cardápio de lá é inspirado no do Brooklin, com alguns pratos regionais, como Picanha e Leitão.

3) Quais os principais tipos de chopp e cerveja oferecidos?

Chopp: Brahma, Brahma Black, Stella Artois. Cervejas: predominam as alemães Weissbier: Erdinger, Weihenstephaner, Franziskaner, Paulaner, Jacubinus; Lager: HB, Warsteiner, 1795, Paulaner, Jacubinus, 8.6; Stout: Guinness.



4) Que petiscos têm mais saída? Recomende um prato principal para quem for almoçar no ZUR!

O carro-chefe é o Bouletten (bolinho de carne), e vários canapés (roastbeef, tartar, queijos, linguiça blumenau e frios variados), além dos tradicionais como o Kassler e o Eisbein.



5) Mencione um bar e um restaurante que lhe agradam em São Paulo!

Em matéria de bares, temos muitas boas opções em São Paulo, entre eles: Veloso, Bar do Luiz Nozoie, Bar do Giba, Dona Onça, Original, Bar do Elídio, Dedo de Moça. Estão entre alguns dos meus preferidos.
Em matéria de restaurantes não sou muito fã, sou mais botequeiro... mas entre os meus favoritos estão: Rancho Português (servem um ótimo bacalhau e um ótimo leitão), Mate-Doce (servem churrasco e self-service), La Quottidiana (do chef Sérgio Arno).


OBRIGADO.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

TREVISO GALETERIA (Brasília-DF)

COXINHAS E ASINHAS

Finalmente inaugurou - embora não oficialmente ainda - o tão aguardado DELIRIUM CAFÉ brasiliense, filial da famosa cervejaria belga.
Aos poucos, a cena cervejeira da cidade vai se reconfigurando. Quem não se adaptar aos novos tempos corre o risco de ficar pra trás...
A era é das choperias, que o digam LONDON STREET, BEER CLUB, PUBLICAN, I LOVE BEER e o próprio DELIRIUM CAFÉ, com suas 20 torneiras, de onde jorrava um delirium red 'fruit beer' inesquecível na minha última visita...Ter um diferencial conta muito tb. Assim, o LONDON atrai por seu ambiente classudo de pub britânico, o PUBLICAN pelas cervejas raras, o BEER CLUB pelo autosserviço (my tap) do chope, o I LOVE BEER pela grande quantidade de torneiras, e por aí vai...


DELIRIUM CAFÉ

Como sempre, eu tenho ido a vários lugares, alternando lugares simples com sofisticados, provando comida tradicional e conhecendo tendências. Gil Guimarães primeiro entrou na onda da pizza e a levou às últimas consequências, pode-se dizer sem exagero. Acho excelente a pizza da BACO, mas sinceramente tenho evitado gastar muito com pizza; acho que sair pra comer uma pizza e tomar uma taça de vinho e gastar 100 pratas tira um pouco a graça de uma experiência que deve ser simples!


Gil Guimarães


BACO
Gil é esperto e percebeu tb que o hambúrguer ia virar tendência, e aí veio o... PARRILLA MADRID, ao lado da BACO (asa sul) e onde o restaurateur já teve casas de vários formatos. Era muito charmoso o AZULEJARIA, que servia espumante e ostras;) O MADRID serve um ótimo hambúrguer, mas o lugar é detestável, feio, escuro. As batatas fritas que comi na última visita estavam por sua vez péssimas. Resumindo: Não voltaria. Pena...


PARRILLA MADRID

Cervejarias e hamburguerias são tendências. Galeterias são uma ótima opção para um almoço de colegas de trabalho durante a semana ou para um almoço em família nos fds. É um ótimo negócio para um chefe de família levar 2 ou 3 adolescentes para almoçar num restaurante onde se come à vontade sem gastar muito!;)
Gostaria de recomendar hj a galeteria TREVISO, a que mais gosto de ir atualmente. É curioso notar que as galeterias aqui na capital seguem a fórmula gaúcha (rodízio), e não a carioca, onde ficava a capital antes de Brasília!



Até onde sei, a TREVISO é a única galeteria que serve a sopa de capeletti na entrada, tradicional nas galeterias do sul do país. No mais, acompanham o galeto maionese, salada verde, polenta frita, arroz de carreteiro, costelinha suína \o/ e massas. Tudo muito bom, inclusive o indefectível sagu de vinho na sobremesa.







A TREVISO é grande e ocupa toda a lateral de um bloco. Ambiente de galeteria, simples e inevitavelmente meio barulhento. Bom serviço e preços justos. Carta de vinhos a conferir. Rodízio de galeto é muito bom, mais barato e mais saudável que rodízio de carnes. Marcou época aqui em Brasília o INÁCIA POULET RÔTI - que não era rodízio - e seus galetos recheados de farofa de miúdos;)



Então é isso, a gente vai numa hamburgueria gourmet esperando isso e aquilo e não rola, e uma boa galeteria cujo dono não vive aparecendo nas revistas de gastronomia não nos decepciona...

TREVISO GALETERIA
413 NORTE

Cozinha - **1/2
Serviço - **+
Preços - **1/2
Ambiente - **+
Acolhida - **+

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível

segunda-feira, 22 de abril de 2019

BARISTA SULAYNE SHIRATORI (Brasília-DF)

5 PERGUNTAS PARA A BARISTA SULAYNE SHIRATORI:



1) Por que decidiu trabalhar com cafés?!

- O setor do café apareceu na minha vida, num momento em que estava iniciando o conceito de "café Gourmet". Foi em 2004 que tudo começou, um momento tímido, onde existiam pouquíssimas cafeterias que priorizavam a qualidade do café. Pois bem, como em qualquer negócio o primeiro passo é conhecer o setor, busquei informações e bons contatos para que pudesse iniciar o projeto da melhor forma. A minha meta era qualidade, apesar de ter pouco conhecimento sobre café. O meu primeiro parceiro foi o italiano Antonello Monardo, um dos pioneiros na cultura do café gourmet em Brasília. Com o passar do tempo fomos fortalecendo a parceria, bem como a amizade. Em pouco tempo me vi apaixonada pelo assunto... e com isso busquei me profissionalizar, fazendo cursos de Barista, degustação, inúmeras especializações em café. Um momento que me pegou de verdade, como dizem: "um bichinho do barismo" me picou, foi quando ministrei meu primeiro curso de Barista. Ali eu pensei, "disseminar a cultura do café será o meu grande objetivo !! " De lá para cá, não parei mais. Agora, tenho um espaço que se chama: Los Feliz Café/ Lab. & Co. onde tenho a oportunidade de trabalhar minhas consultorias, cursos de Barista e especialização em café. Atualmente, minha alegria está em disseminar a Cultura do Café - como diria Cora Coralina - " "Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina."

Antonello Monardo

2) Além dos tradicionais ingredientes como água, leite, chocolate, vc já utilizou um outro que proporcionasse uma experiência inusitada para os apreciadores de café? Se sim, conte-nos como foi esta experiência...

- Não é necessariamente "novo", mas é uma experiência que encanta as pessoas, é a possibilidade de experimentar o café em diversos métodos: filtrado da marca Hario V60, percolação da Moka, Cafeteira Francesa, Aeropress, Chemex, Clever e outras formas novas de preparação do café. Além de um preparo contemporâneo que se chama: Cold Brew, que significa " extração a frio", onde fica de 12h até 36h na geladeira, uma verdadeira extração do café a frio. Um método inovador para os brasileiros, que agora estão se acostumando a apreciar o café frio!!

3) Como vc avaliaria o café brasileiro - quanto à qualidade - no contexto mundial?

- O café sempre teve grande importância na balança comercial. No cenário internacional, lidera há muitos anos, com o título de maior "produtor e exportador" de café. Porém, há pouquíssimo tempo que saímos da condição de país commodity para marcas que priorizam o valor agregado, e além de produzirem excelentes café " in natura" desenvolvem marcas de café, com sensacionais perfis de torra e notas sensoriais. Diversos países procuram nossas propriedades em busca do melhor café. Além de produzirmos em escala, somos cobiçados pelos nossos manejos culturais e pela tradição. Não poderia deixar de citar os fatores que nos colocam em primeiro lugar no ranking, e que são: desenvolvimento, tecnologia, volume e também qualidade.

4) Quais as principais atividades de um Barista?

- O Barista é o profissional responsável pelo serviço do café numa cafeteria. É dele a responsabilidade da excelência do Café. Sobretudo, ser conhecedor de todos os elos da ‘cadeia’. O Barista está na ponta desta ‘cadeia’, por isso desempenha um papel de extrema importância para a qualidade do café na xícara.


5) Onde seu trabalho pode ser conhecido aqui em Brasília? Mencione um restaurante aqui que lhe agrade e sirva um excelente café, claro!

- Bom, para conhecerem meu trabalho em Brasília, poderão visitar o Antonieta Café (708/709 norte), onde compartilho o espaço, e tenho um laboratório o Los Feliz Café/Lab. & Co. Também, poderão conferir meus trabalhos nas mídias sociais - @sulayneshiratori (Instagram e Facebook) e @losfelizcafelab (Instagram e Facebook).
Pois bem, não gostaria de citar um restaurante, pois a maioria valoriza a qualidade da comida e negligencia a qualidade do café. Sobretudo, irei citar excelentes Cafeterias que priorizam o conceito de "Café Especial". Meu roteiro de bons cafés é: Antonieta Café (708/709 norte), Los Baristas, Clandestinos, Seu Patricio Meu Querido Café, Objeto Encontrado, Castália casa de pães, Belini Cafés Especiais, Dr. Café, Ernesto Café.



ANTONIETA CAFÉ

OBRIGADO.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

TIBORNA (Brasília-DF)

NOVIDADE DE PESO

Eu gosto muito de ir a cervejarias, não sei se já notaram (...) Mas, cervejarias tornaram-se bares muito sofisticados com a abertura das importações e a proliferação das cervejas artesanais no país. Putz, um casal sai pra tomar 'umas' e comer um petisco e a conta bate em 250/300 pratas, sem muito esforço! É praticamente o que se gasta num bom restaurante num jantar, e tomando vinho.
Eu sempre gostei dos bares populares, desde o tempo em que não podia nem pensar em deixar 150 pratas num bar numa noite. Os bares populares são geralmente maiores que os bares sofisticados, tem um público maior e mais variado e, muito significativo para o meu trabalho, possuem cozinha e variedade de petiscos. Por melhor que seja a cervejaria ou o bar de vinhos, tapas, etc., será no bar popular que vamos encontrar moelas/língua ao molho com pão cortado em rodelas, fígado com jiló, pastéis, provolone à milanesa, etc. e tal;)


Provolone à milanesa

Quando cheguei a Brasília o cenário de bares não era grande coisa. O de restaurantes tb não (...) A gente ia onde tinha pra ir: BEIRUTE, BIER FASS, MARTINICA CAFÉ, WHISKERIA BERLIM, o extinto SCHLOSS, NA VENDA, enfim...Até hj vou a esses bares às vezes, comer salsichão no velho BIER ou uns pastéis no MARTINICA, lembrar dos meus primeiros tempos aqui;) Alguns desses bares tem o diferencial de abrir toda noite, são guerreiros como gosto de dizer, ponto pra eles!



Os bares do finado Jorge Ferreira foram um divisor de águas no cenário boêmio brasiliense. Pra mim, ele fez o BAR BRASÍLIA e o resto. Nada mais do (muito) que ele fez se igualou à este grande bar! Ambiente carioca tradicional e cardápio do sudeste (SP/RJ/MG), eis a fórmula vencedora dos bares/restaurantes do mineiro que era fã do Rio. Acho inclusive que ele faleceu lá.
Mas eu achava tb que os bares do Jorge Ferreira ocupavam um lugar exagerado no mercado brasiliense, na medida em que eles se repetem muito (ambiente/comes/bebes). Hj, com o relativo encolhimento do Grupo Jorge Ferreira e com a abertura de casas com propostas diversas a coisa ficou bem mais interessante! Podemos numa mesma semana ir ao BAR BRASÍLIA, ao PUBLICAN e ao IVV SWINE BAR. Estaremos em ambientes diversos, comeremos e beberemos coisas diversas, veremos 'galeras' diversas, e isso é muito bom;)


IVV SWINE BAR

Dentre os bares/restôs populares, um dos meus preferidos é o CHICO MINEIRO. Embora a cozinha não seja tão virtuosa quanto à do CHICO, um lugar que me cativou mais recentemente foi o bar/restô TIBORNA, fiquei fã!

Tiborna

Fundado por uma turma que trabalhou no BAR BRASÍLIA e no extinto BAR DO MERCADO, o TIBORNA - que lembra muito o BAR BRASÍLIA - é um mergulho na cozinha brasileira boêmia! É ótimo saber que temos bem no centro da cidade um lugar para comer filé à Osvaldo Aranha, à milanesa, à parmigiana, picadinho, rabada, dobradinha, fígado, feijoada, cozido, e por aí vai. Tem até um joelhão de porco, que estou louco para experimentar.




Cardápio fixo e pratos do dia. Os petiscos tb não decepcionam: Tiborna (um tipo de brusqueta portuguesa, com coberturas diversas), língua, moelas, linguiças, pastéis, espetinhos, caldos. Destaque para os embutidos de Leo Hamu. Tem tb uns 'sandubas' e até massas. O TIBORNA é aquele tipo de lugar em que é difícil se exaurir o cardápio, por mais que se vá! O serviço pode tornar-se meio lento nos dias de maior movimento, mas dá conta do recado. Preços razoáveis e um ambiente que me agrada muito, numa esquina de bloco (como o CHICO MINEIRO tb fica) com lampiões dando para a quadra.





Cerveja gelada, variedade de cachaças e chopes (2 estilos) da cervejaria brasiliense HOP CAPITAL. TIBORNA é pra se frequentar, ir explorando o cardápio, eleger os favoritos, enfim, pra fazer dele uma segunda casa como os boêmios costumam fazer com seus estabelecimentos prediletos. Saúdo o TIBORNA como uma das melhores novidades da cidade. 
Não me agradam os bares populares feios e toscos tipo FAISÃO DOURADO, PIAUÍ, KI-FILÉ & Cia. Bar popular não tem que ser feio, tosco nem muito menos sujo. Bares como o BAR BRASÍLIA e o TIBORNA engrandecem o conceito do bar popular e mostram que se pode muito bem comer/beber bem num ambiente simples mas agradável, limpo e com algum conforto (banheiros decentes incluídos).
Quem quiser dividir um joelhão comigo qq. dia desses lá no TIBORNA manda uma mensagem pelo blog, é só marcar!;)

TIBORNA
403 norte

Cozinha - **+ 
Serviço - **+
Preços - **1/2
Ambiente - **1/2
Acolhida - não se aplica

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível










sexta-feira, 22 de março de 2019

DILSON MENEZES (VARANDA PÃES ARTESANAIS, Brasília-DF)

5 perguntas para Dilson Menezes (VARANDA PÃES ARTESANAIS, Brasília):




1) Quando começou a se interessar por panificação?

O interesse pela panificação veio durante o curso de gastronomia que fiz no IESB. Senti necessidade de aprofundar os conhecimentos e acabei indo pra NY estudar exclusivamente panificação em uma escola francesa. Sempre me fascinou o trabalho com o alimento vivo e como o cuidado com o processo nos dá vários resultados.

2) Fale-nos sobre a fermentação natural...todos os seus pães são feitos desta maneira?

A fermentação natural é, na minha opinião, a maneira mais antiga de se fazer pão. Utilizamos bactérias e leveduras que estão presentes no ar para fermentar a massa do pão. É um processo que demanda mais tempo e atenção, além de não levar nenhum produto químico.

3) Dilson, o mix de produtos da Varanda está aumentando. Vocês agora oferecem queijos e outros produtos gourmet. Você poderia sugerir algumas harmonizações? (pergunta da curtidora da página Cláudia Vasques, diplomata em Brasília)

Sem dúvida, estamos aumentando os produtos aos poucos, escolhendo cada um com o maior cuidado. Uma combinação que gosto muito é do nosso pão de centeio 100% (Vollkorbrot) com queijos mais fortes ou até um gravlax (Salmão curado em sal e ervas). Há também nosso pão Bordelais que vai muito bem pra fazer bruschettas. Em relação aos queijos trabalhamos na maioria com os curados, mas temos também os mais cremosos que vão muito bem com vinhos brancos e suaves. 



4) Vc acha que o brasileiro encontra geralmente bons pães numa padaria comum?

A padaria convencional normalmente trabalha com apenas dois tipos de massa, a salgada e a doce, e delas tiram vários formatos de pães. Geralmente adicionam produtos químicos para que os pães aguentem a fermentação e durem mais tempo, o que na minha opinião não é legal, pois não faz bem. Mas gosto não se discute. Fico muito satisfeito quando as pessoas voltam à minha padaria e me contam como não se sentem mais estufadas ou com alergias quando comem nossos produtos.

5) Fale um pouco da sua formação! Conte pra gente quais são os 3 pães + vendidos da sua padaria...

Minha formação inicial é engenharia civil, onde trabalhei 16 anos. Estudei culinária no Iesb por dois anos e me especializei em panificação na French Culinary Institute em Nova York. Os pães que mais vendem na Varanda são nossas baguettes, nossos croissants, nossos integrais, mas os clientes estão cada vez mais conhecendo nossos pães de farinhas diferentes do trigo, como a espelta e o centeio 100% e estão esgotando diariamente nossos estoques.


OBRIGADO.

sexta-feira, 1 de março de 2019

REMANSO DO PEIXE (Belém-PA)

TUCUPI


Se a gente for até Belém, e num dia visitar o mercado 'Ver-o-peso', almoçar uma caldeirada de pescada, olhar aquele mundão de água doce ali da Estação das docas - ou do alto da torre que tem no Mangal das garças - e à noite for tomar 'umas e outras' lá no bar (que tb produz a cerveja) da Amazon Beer, tb na Estação das docas... pronto, já valeu vencer os 2.000/3.000 km. de distância que separam Belém da maioria das capitais brasileiras! Belém, a quente e arrebatadora metrópole do norte, a equatorial, Belém e suas mangueiras, Belém a bela, a cidade do tacacá, do filhote e do tucupi...


Belém

O mercado é fantástico, de uma riqueza e autenticidade impressionantes. Caso se vá ficar poucos dias em Belém, a minha dica é: Vá todos os dias ao mercado e passe ao menos meia hora por lá! Tem um pouco de tudo: Peixes de rio e frutas maravilhosos, carnes, açaí, raízes, poções milagrosas, temperos, pequenos restaurantes servindo açaí com peixe frito, salgados, maniçoba. Há uma curiosa disputa em torno do melhor peixe frito servido por lá;)




Mercado
Interessante notar que o açaí, lá em Belém, é integrado à refeição e não um lanchinho que se faz no meio do dia como aqui em Brasília. O açaí de lá está mais para um creme que para o sorvete ao qual se pode adicionar um monte de coisas - várias altamente calóricas! - que consumimos por aqui. O açaí lá pode ser tomado após a refeição, com farinha - paraense adora farinha;) - e açúcar à parte, ou pode acompanhar peixe (frito/assado) e se torna assim uma refeição completa.


Açaí

Fazia 20 anos que eu não ia a Belém, e consegui reencontrar o amigo taxista que me atendeu lá da última vez. Está na praça há 40 anos, tendo trabalhado 30 no ponto do extinto Hotel Equatorial, grande Edmilson!
Explorei bem a cidade desta vez, e agora posso dizer que conheço Belém razoavelmente bem. Os famosos sorvetes da CAIRU não se pode deixar de provar. Na Estação das docas vale almoçar um dia no tradicional LÁ EM CASA, que antigamente funcionava em outro endereço.


LÁ EM CASA

O bar da AMAZON BEER é tb um clássico local. Uma delícia experimentar ali os vários estilos de cerveja oferecidos, com frutas regionais na receita, ali em frente à baía do Guajará, provando petiscos - servidos em rodízio na happy hour - como bolinhos de filhote e queijo de Marajó na chapa;) No mercado é possível achar este queijo de búfala artesanal, fica a dica.
Queria recomendar em Belém o restaurante REMANSO DO PEIXE, dos irmãos Castanho. Numa vilazinha residencial, onde vc não espera achar um restaurante daqueles, servem por lá comida regional de prima, e com direito a releituras.


Chef Thiago Castanho

Embora falte um pouco de conforto, sobram autenticidade ao lugar e talento ao Chef Thiago, que entrega uma cozinha que valoriza toda a riqueza dos produtos regionais. Sensacional o casquinho de caranguejo. Sua versão da moqueca paraense (com os onipresentes tucupi e jambu) idem.




Há um pequeno empório onde vendem produtos regionais (farinhas, geléias e até o raro chocolate da Ilha do Combu), além de alguns itens de produção própria. Bom serviço e preços razoáveis. Evite ir sozinho, pois vai sair mais caro...Adorei o REMANSO! Muito legal a história toda da família, a peixaria do pai, a origem humilde...e muito legal tb eles manterem a sala onde o restaurante começou - como uma pizzaria - ali no térreo!


Adorei voltar a Belém, pena que não é mais perto para ir mais frequentemente. Gostaria de voltar várias vezes ao REMANSO DO PEIXE e de conhecer o REMANSO DO BOSQUE, o outro restaurante dos irmão Castanho (o outro chama-se Felipe), mais sofisticado. Bela a história dos irmãos Castanho, bela é Belém, bela é a vida, não acham?!

REMANSO DO PEIXE
Travessa Barão do Triunfo, 2590 – casa 64
Marco
Belém-PA

Cozinha - **1/2 (preliminar)
Serviço - **1/2
Preços - **+
Ambiente - **+
Acolhida - **+

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível


FRITZ (Brasília-DF)

CHUCRUTE Morreu o velho Fritz, o guerreiro da pioneira rua dos restaurantes da capital do país. Digo pioneira pois hj existem pelo menos u...