quarta-feira, 21 de outubro de 2020

CHEF GABRIELA JABOUR (TERRUÁ PEQUENA COZINHA AUTORAL - Brasília-DF)

5 PERGUNTAS PARA CHEF GABRIELA JABOUR, DO RESTAURANTE TERRUÁ, BRASÍLIA

1- Então, parece evidente que o seu interesse pela cozinha vem das visitas a confeitaria da família (‘Sweet Cake’) qdo. menina ?!

Meu interesse pela cozinha vem de uma série de lembranças de quando era pequena. Lembro-me que antes de existir a ‘Sweet Cake’, eu adorava ajudar a minha avó Regina a fazer casadinhos. Ela colocava a goiabada em um dos biscoitos e me entregava para eu colocar a outra banda do biscoito e passar no açúcar. Que lembrança boa, diga-se de passagem.

Outra lembrança que não sai da minha memória, são os bolos para o final de semana, o cheiro da salsinha colhida da horta sendo pitada pela Maria (funcionária da minha avó), a banana com biscoito amassado que minha avó Tê fazia e eu achava o máximo.

Crescendo mais um pouco veio a ‘Sweet Cake’, e de lá a minha primeira lembrança é a tartelete de morango, que para mim era o doce mais bonito do mundo.

Enfim, comida sempre fez parte da minha vida, seja em bons momentos, ou para esquecer alguma coisa, a gente sempre acabava “com a barriga no fogão” e isso me fazia (e faz!!!) um bem danado!!! Tirando os muitos brindes e danças que eu e meu pai fazemos durante o preparo de cada prato e das aulas de cuidado e capricho da minha mãe ao observá-la na cozinha.


2- Qual a proposta do Terruá?

O Terruá nasceu da vontade de ter algum lugar para ir e não ver a hora passar, poder tomar um vinho e comer uma boa comida, mas comida de verdade, nada de muito “fru fru” (kkkkkk!!!). Nossa ideia é que o cliente fique à vontade e sinta-se em casa, por isso a nossa abordagem é bem cativante. Gosto de tratar o cliente com respeito, claro, mas também gosto que ele sinta todo o nosso amor, carinho e simplicidade que colocamos em cada detalhe.

3- Indique 2 entradas, 1 prato e 1 sobremesa a quem vai ao restaurante pela primeira vez ?!

Duas entradas queridinhas que eu acho que nunca poderão sair do cardápio, é o queijo brie na massa folhada com caramelo salgado e castanhas e a croqueta de carne de panela. O prato principal que é campeão de elogios, desde a batata frita ao ponto da carne, é o entrecôte a moda Balthazar e para fechar o menu, meu maior xodó, o Txiw Terruá.

4- Mencione um restaurante e um bar que lhe agradam aqui em Brasília ?! Um doce sensacional na cidade é servido aonde?

Não sou de comer muito fora, todo final de semana reunimos a família na casa dos meus pais e por lá cozinhamos sem hora para acabar, o almoço sai por volta das 16 horas e até lá boas risadas, bons vinhos e muito amor está envolvido. Mas se tem um lugar que eu adoro ir, é o ‘Dom Francisco’ da Asbac, a comida de lá não tem igual, e por favor, uma pausa para “A” farofa, S-E-N-H-O-R o que é aquela farofa (kkkk!!!), e um outro lugar que eu gosto de ir para comer o melhor polpetone do mundo, é na ‘Trattoria da Rosario’, que delícia!!!!

Quanto à sobremesa, esse lugar para mim já existe há 28 anos no meu coração, é a ‘Sweet Cake’ e, sério, é bem difícil escolher apenas um doce, mas existe um que posso estar na dieta que for, mas por favor, não coloque ele na minha frente, é a mousse de leite ninho com Ovomaltine, só de falar dá água na boca!!!!


5- Qual será a expectativa do novo cliente e como se reinventar com o novo normal? (pergunta do Chef Tiago Santos, 'Le Jardin', Brasília)

Quem vier a primeira vez ao Terruá tem que vir para ficar rsrs pois aqui criamos uma atmosfera onde a gente quer que a pessoa se sinta bem e não veja a hora passar, tome um bom vinho, um drink, escolha um prato para compartilhar e “se entregue” ao momento, pois é assim que criamos os bons momentos em nossa memoria e é assim que queremos ser lembrados.

Nossa comida é feita com amor, em uma cozinha bem pequena, com todo carinho e zelo que podemos colocar.

Em relação ao novo normal, graças a Deus o nosso ponto é muito favorável a ele, pois a nossa pracinha nos permite colocar muitas mesas, com o devido espaçamento, e assim geramos confiança nos nossos clientes, além disso a higiene do material, o novo adereço do uniforme que é a máscara e face shield, na minha opinião como nutricionista, deveria já se tornar item obrigatório. Enfim, conseguimos nos adaptar bem a esse novo normal.


OBRIGADO.


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

TERRUÁ PEQUENA COZINHA AUTORAL (Brasília-DF)

QUEM COZINHA AFINAL?!

Caramba, morreu o grande Chef francês Pierre Troisgros, um dos monstros sagrados da nouvelle cuisine francesa! Não fazia ideia que já tinha passado dos 90. Teve vida longa e boa, pelo menos até onde eu sei. É algo que gostaria de ter feito na vida: Me hospedar no hotel da família em Roanne e, claro, jantar um dia no lendário restaurante que funciona dentro do hotel. Mas não comeria o emblemático 'salmão com molho de azedinha', e por uma razão muito simples: Não sou fã de salmão!;) Tá em tempo mas, por motivos óbvios, não tenho previsão de ida à europa... 

Chef Pierre Troisgros

Aqui no Brasil pode-se ter uma ideia do nível da cozinha do grande cozinheiro francês ao se ir a um dos restaurantes que seu filho Claude mantém no Rio de Janeiro. 

Olympe (Chef Claude Troisgros)

O Chef Claude Troisgros cozinha horrores, ninguém duvida, mas...bom, tornou-se um Chef celebridade, com programa de TV, dá entrevista toda hora, viaja, etc. Montou no Rio uma rede de restaurantes, tem restaurante gastronômico, brasserie, boucherie, bistrô. Tudo bem, mas pra vc comer uma comida preparada por ele acho que só se der muita sorte ou se ele for seu amigo (...). Vcs me conhecem, sabem que eu não sou de perder a piada...;)

Salmão com azedinha

A verdade é que muitos Chefs, após um certo tempo de carreira, seja por uma diversificação de atividades, seja por cansaço da rotina das panelas, seja mesmo por pura e simples vaidade ou até estrelismo, seja pela combinação de todas essas causas, afastam-se da cozinha e começam a delegar. Nem monstros sagrados escapam disso. Um exemplo? O maior de todos: O Chef  francês Paul Bocuse, ora. Nos últimos anos de vida - uns 20 pelo menos (...);) - era muito mais administrador de um grupo de restaurantes e escolas que cozinheiro! Cozinhava qdo. o cerimonial de um Presidente estrangeiro mandava avisar que o mandatário iria ao célebre restaurante nos arredores de Lyon, mas era quase impossível que estivesse cozinhando qdo. vc, provavelmente um (a) brasiliense de classe média que está me lendo, foi conhecer o restaurante nas suas férias, após fazer muita economia...sacou?! 👊

Chef Paul Bocuse

Chega dos franceses. E dos mortos.

Eu voltei a Piri, depois de longa e tenebrosa quarentena. Acho engraçado chamarem de quarentena uma situação que já perdura há 6 meses... vcs já pensaram nisso?! Novidade interessante na cidade é o TITA CAFÉ, no mesmo local onde funciona à noite o pub THE BRIAN BORU. Peça um crepe e...surpreenda-se!


Aqui em Brasília, vc pode não ter uma experiência memorável e glamourosa como a de jantar no estrelado restaurante de Roanne da família Troisgros, ou mesmo no OLYMPE carioca do Chef Claude, mas vc pode jantar muito bem, obrigado, no AUTHORAL ou no novo TERRUÁ PEQUENA COZINHA AUTORAL, e saberá quem cozinhou para vc: Os Chefs desses restaurantes!

Família Jabour

Tempos atrás, num memorável almoço na Embaixada da Itália, ao qual eu fui a convite do Chef Francesco Bravin (VITTORIA D'ITALIA), o Rei do carbonara brasiliense, conheci duas lindas meninas: Gabriela e Luiza, as herdeiras do tradicional bufê SWEET CAKE. Eu desconfio logo de herdeiro (a) de qq. coisa, numa boa, pois a gente nunca sabe o gosto e o jeito que o (a) herdeiro (a) tem pela/para (a) atividade dos pais!

Mais recentemente, soube que Gabriela abrira com o marido um restaurante quase ao lado da Confeitaria da família, na QI 21 do Lago sul: O TERRUÁ.

Chef Gabriela e Rodrigo

Antes de mais nada, eu tiro o chapéu pra quem investe num restaurante na QI 21, um ponto notoriamente difícil, em plena pandemia. 

Passando ao restaurante, vejo pontos de contato com o AUTHORAL. Mistura de restaurante e gastrobar, com pratos para compartilhar. Eu diria até que o TERRUÁ está mais pra gastrobar que pra restaurante. No TERRUÁ, há mesa compartilhável inclusive. Ambos são bonitos e modernos, com presença constante dos donos, bom sinal.



O TERRUÁ é uma das melhores novidades de Brasília. Comi muito bem, fui bem servido e paguei um preço justo nas duas vezes em que lá estive. 



Eu adorei a ideia do entrecôte com fritas e muita pimenta, uma ode à França. A massa com camarões num molho de tomates adocicado é tb original, bem pensada. Risotto de camarão ninguém aguenta mais, convenhamos...;) No mais, croquetes e bolinhos deliciosos com molhinhos idem, queijos, frios, mini hambúrgueres. Vinhos (bela carta), drinks e algumas cervejas artesanais harmonizam com os comes. As sobremesas são o ponto alto do restaurante, sensacionais, não as perca, e caso perca não me conte por favor, vou ficar chateado com vc...



Herdeira de uma confeitaria e com curso da especialidade na França, a jovem Chef Gabriela mostra que, além de herdeira, tem DNA próprio. Quando, 20 anos atrás, eu fui à SWEET CAKE da asa sul experimentar um salgado de camarão, não imaginava que uma então menininha filha dos donos da confeitaria iria um dia me deixar impressionado por causa de um doce. Vá ao TERRUÁ, lá vc sabe quem vai cozinhar pra vc...

À bientôt.

TERRUÁ PEQUENA COZINHA AUTORAL
QI 21, LAGO SUL

Cozinha - **1/2 (sobremesas ***)
Serviço - **1/2
Preços - **+
Ambiente - **1/2
Acolhida - **+

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível








terça-feira, 18 de agosto de 2020

LORD JIM PUB (Rio de Janeiro-RJ)

GOD SAVE THE QUEEN

A verdade é que ninguém contava com esta! De repente, os restaurantes e os bares estão fechados. Nunca se ouviu falar tanto em delivery e take out. Os supermercados e os aplicativos de entrega de comida se encheram de dinheiro. A vida ficou chatíssima para a maioria das pessoas. E eu aprendi uma série de coisas que nunca iria saber se não fosse a maldita pandemia...

A maior surpresa que tive foi que os bares me fazem mais falta que os restaurantes. A explicação é simples: Os bares são essencialmente lugares de convívio, de circulação de pessoas, e é assim impossível... recriá-los em casa! Putz, que coisa mais frustrante ficar bebendo sozinho em casa... Já a experiência de se comer bem - do restaurante - é mais fácil de se recriar em casa. Basta ter alguma grana, cozinha equipada e uma boa companhia.

Herr Pfeffer, Rio

Aprendi tb que a comida entregue em casa só serve se, para quem pede, for mais importante comer em casa do que comer bem. Realmente, a qualidade/apresentação da comida entregue em casa é a negação da celebração do ato de comer bem que a gastronomia prega!

Aprendi tb que algumas comidas viajam melhor que outras, e que o hambúrguer é o lanche que viaja melhor. Se a gente pedir um hambúrguer de uma hamburgueria próxima de casa a experiência será quase idêntica à da hamburgueria, vale conferir.

Santo Burger, Brasília

Aprendi tb que algumas coisas, facilmente encontráveis em mercados e boas padarias, funcionam muito bem - entenda-se: Fáceis de preparar e pouca louça pra lavar;) - pra quem não tem cozinha em casa como eu: Chucrute em conserva, sardinhas, atum e salsichas em lata, legumes em conserva, etc. O sanduba - como refeição complementar - tb pode ficar ótimo para quem puder investir em bons produtos. Nos bons supermercados, empórios e padarias há grande variedade de pães artesanais, queijos, embutidos e pastas/patês os mais diversos para compor um sanduba de prima.

Padaria e empório Belini, Brasília

Aí aos poucos as coisas foram retornando à normalidade, com variações de um lugar pra outro, claro. Após 5 meses eu finalmente viajei, e peguei pesado: Fui ao Rio de Janeiro;) Como tava afim de gastar, fiquei num hotel de frente pro mar, pas mal \o/



Aí um dia eu saí caminhando pela rua que faz esquina com o hotel e dei de cara com um pub antigo ali na região, e que funcionava antigamente num outro número da mesma rua: O LORD JIM PUB. Lembro de ter ido lá uma ou duas vezes nos anos 80, e mais recentemente tomei um chope lá, já no novo endereço. Curiosamente, o pub inglês (fundado por um inglês nos já distantes anos 70) fica numa rua que tem o nome de um aventureiro americano: Paul Redfern.


Eu adoro um pub. Já fui a muitos, no Brasil, no Reino Unido, na Irlanda e eventualmente em outros países (ano passado fui a um em Budapeste, Hungria). Então, se eu dissesse que o LORD JIM é o mais bonito ou onde bebi/comi melhor dentre os pubs onde estive estaria mentindo. Mas não me lembro de ter sido tão bem recebido e tratado pela equipe em outros pubs como fui lá!


E, falando em acolhida na casa e cordialidade do serviço, é interessante notar como ser bem recebido e bem tratado influi fortemente na impressão que nos causa um estabelecimento, e não só gastronômico aliás! Eu diria até que uma ótima acolhida e um serviço cordial e atencioso nos faz relevar preços abusivos e eventuais falhas na execução dos pratos e no preparo das bebidas. A verdade é que uma acolhida fria e um serviço incompetente e/ou grosseiro estragam a experiência em casas que poderiam brilhar caso não nos recebessem friamente e não nos tratassem mal...



Eu adorei retornar ao Rio e ao LORD JIM, e não vejo a hora de voltar. Recomendo no pub uma (cerveja irlandesa) Guinness e, para petiscar, uma torta de frango com cogumelos, molho branco e purê de batatas por cima (gratinada) - deliciosa.

Alô Paulo amigo e Alberto, apareço por aí em breve, e "God save the Queen"! 🍻


LORD JIM PUB

R. Paul Redfern, Ipanema

Rio de Janeiro-RJ


Cozinha/Bebidas - **1/2 (preliminar)

Serviço - **1/2

Preços - **+

Ambiente - **+

Acolhida - ***


*** - Excelente

** - Bom/Regular

* - Sofrível


quarta-feira, 8 de julho de 2020

SEJANA JAYME & RAFAEL CABRAL (PAND'ORO ATELIER - Pirenópolis-GO)

5 PERGUNTAS PARA SEJANA JAYME & RAFAEL CABRAL, DO PAND’ORO ATELIER, EM PIRENÓPOLIS-GO:



1) Então vc, pirenopolina, já tinha atração por gastronomia e aí surgiu a oportunidade de comprar o CAFÉ PAND'ORO?

- Sempre gostei muito de cozinhar. Desde pequena me envolvia com as coisas da cozinha: o bolo piquenique de minha avó, bolachinha de nata de minha mãe, churrasco dos tios, as petas e enroladinhos de queijo da Dadá, as panelas fartas de meu avô. Uma vida de atenção a esse universo e também de muitos belisques! Meu primeiro pão deve ter sido aos 6 ou 7 anos de idade, baseado na lista de ingredientes da história infantil "A galinha ruiva". Ficou terrível, claro, mas eu repetia sempre a "receita". Recentemente, meus pães feitos em casa por encomenda de amigos e parentes agradavam mais (risos). Estava cursando o primeiro semestre de gastronomia quando surgiu a oportunidade de comprarmos o café. O interesse foi imediato. Meu marido já havia trabalhado em algumas cafeterias, tem familiaridade e paixão pelo universo do café, o que o tornou um grande parceiro nesta empreitada, que acabamos assumindo com grande vontade de fazer dar certo e uma dose extra de amor.

2) Qual a origem do nome? (pergunta da curtidora da página Jemily Lisboa, funcionária pública e universitária em Brasília)

- Não há uma tradução ao pé da letra. Em tradução livre, remete à expressão pão de ouro. É também um típico pão doce italiano, comumente servido no Natal, grafado sem apóstrofe.

3) Quais as especialidades da Casa?

- Certamente, o pão artesanal, que passamos a produzir a partir da fermentação natural, com levain que desenvolvemos há cerca de dois meses. Ao pão de qualidade, se unem a broa e o pão de queijo que, dizem por aí, são inigualáveis! (muitos risos). Somos muito gratos à nossa equipe pela parceria e o carinho com que trabalham, o que reflete diretamente na qualidade dos produtos. 





4) Alguma novidade vindo por aí?

- Para o segundo semestre temos novas idéias em teste para especiais do dia e novos pratos no cardápio. Já implantamos algumas pontuais alterações, tentando atender aos anseios dos clientes e seguir nossa intuição em relação aos ingredientes. A maior mudança até o momento ocorreu na carta de cafés, que foi ampliada e enriquecida com novos preparos e produtos de qualidade.

5) Como vê o cenário gastronômico da cidade? Mencione um bar e um restaurante que lhe agradem em Piri!

- Pirenópolis conta com bons estabelecimentos, gente interessada e um público diversificado. Precisamos estar atentos à qualidade dos pratos e do atendimento, porque este público também é exigente. A cada dia observamos que, às casas tradicionais, têm se juntado novos endereços dignos de atenção, o que é extremamente positivo para a melhora geral de nosso cenário gastronômico. Eu citaria a Botega do Malte como nossa descoberta mais feliz dos últimos tempos, porque reúne a idéia de bar, com boas cervejas, a uma comida deliciosa. Somos também piolhos da Cachaçaria do Dil, com mesa cativa na calçada. Como restaurante, o Montserrat nos agrada bastante e a melhor pizza, certamente, é a do Roberto, da Grano Salis.



OBRIGADO.

terça-feira, 14 de abril de 2020

SÉRGIO & FERNANDA MESQUITA (LONDON STREET PUB, Brasília-DF)

5 PERGUNTAS PARA SÉRGIO & FERNANDA MESQUITA, PROPRIETÁRIOS DO ‘LONDON STREET PUB’ EM BRASÍLIA: 



1) Como disse um experiente dono de bares no Rio de Janeiro, deve-se abrir um bar “como se fosse dar uma festa em casa, pois o segredo de um bar é a arte de receber bem. É preciso trabalhar para agradar os amigos”. Contem pra gente então a trajetória de vcs na gestão de bares, caso já tenham tido experiências anteriores; e, caso o ‘London’ seja o primeiro, o que motivou a experiência de abertura no formato de ‘pub’ inglês? (pergunta do fã da página José Teixeira, funcionário público em Brasília)

- O ‘London Street Pub’ é a nossa primeira experiência na gestão de estabelecimentos temáticos e focados na comercialização de cervejas especiais, nacionais e importadas. A opção pela temática londrina, no estilo de ‘pub’ inglês, foi definida na medida em que fomos descobrindo e nos encantando, em viagem à Londres, pelos mais tradicionais ‘pubs’ e seus estilos e arquitetura de época. Evidentemente tivemos que fazer ajustes e adequações à nossa realidade e ao nosso clima tropical. 




2) Quais os principais estilos da escola inglesa de cervejas?

- Os principais estilos da escola cervejeira inglesa são as ‘Ales’, ‘IPAs’, ‘Bitter’ e as ‘Stout’. Damos ênfase, como nosso produto carro-chefe na ‘London’, à tradicionalíssima cervejaria inglesa ‘Fuller's’, de mais de 170 anos de fundação e mais de vinte rótulos e estilos. 



Ales inglesas

3) Como vcs avaliam a cena cervejeira da capital hoje?

- Temos observado no Brasil e, especialmente na nossa capital federal, um público crescente aderindo ao consumo de cervejas especiais, o que tem motivado a abertura de novos estabelecimentos focados nesse seleto mercado.

4) Podem indicar 2 petiscos do bar a quem vai conhecer a ‘London’?

- Na ‘London Street’, além de excelentes cervejas, oferecemos também excelentes opções de petiscos que harmonizam perfeitamente com os vários estilos de cervejas, como o tradicional ‘Fish and Chips’ e a Linguiça Real com geléia de pimenta e ‘chimichurri’, dentre outros. 



5) Gostariam de indicar uma cervejaria em outro estado/no exterior aos leitores? Em Brasília algum restaurante os agrada em especial?

- Em São Paulo gostamos de marcar presença no ‘EAP - Empório Alto dos Pinheiros’, onde oferecem excelentes opções de cervejas em garrafas, além das mais de trinta opções de torneiras de chopes. Gostamos de frequentar em Brasília o restaurante ‘Vittoria D’Italia’, na 214 norte, e a ‘Trattoria da Rosario’, especializados na culinária italiana, e também o restaurante ‘Santé’, na 413 norte, de culinária contemporânea.


Santé

OBRIGADO.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

COMMO GASTRONOMIA (Brasília-DF)

PASSAR NA LOJA, E DEPOIS ALMOÇAR...

Eu sempre achei que o Rodrigo Cabral ia se dar bem na área gastronômica, era só uma questão de tempo. Mas ele resolveu se dar bem bastante longe daqui, gerenciando um restaurante latino-americano em Abu Dhabi, vejam só que interessante!


Rodrigo Cabral

Passei bons momentos nos extintos RIDERS CAFÉ e ARES DO BRASIL, que tinham o Rodrigo como sócio. Frequento ainda a SANTA PIZZA, uma das boas pizzarias de Brasília, e que foi por muitos anos da família da Fernanda, esposa do Rodrigo. São pessoas que fazem falta em Brasília, mas tudo muda na vida, algumas pessoas se vão, outras chegam em nossas vidas...sem falar que os problemas do Brasil tem levado muita gente a tentar a vida no exterior, onde empreender é mais fácil e não tem essa corrupção horrorosa. Bom, mas nosso assunto é restaurantes e bares, não vamos enveredar por outra seara....;)


Abu Dhabi

Em Piri, saindo um pouco do assunto anterior, um lugar que tem me chamado a atenção é o BISTRÔ CALLIANDRA, de Adriana Carvalho, sócia da VINÍCOLA PIRENEUS, que faz bons vinhos em Cocalzinho. Restaurante de clima intimista e charmoso, é perfeito para um jantar em boa companhia. Tem boa comida e preenche uma lacuna na cidade, que é a de restaurantes finos - sem música alta - e com algum conforto. É tb um pequeno empório. Visitem!


Adriana

Calliandra

Tenho ido a muitos lugares como sempre. A alguns, vou quase toda semana. É o caso do COMMO, no Conjunto Nacional, do Fernando, pai do...Rodrigo Cabral. Engraçado, nunca pensei que fosse escrever sobre o COMMO, onde já devo ter comido a produção de uma granja inteira se somar as vezes em que pedi galinhada lá;). Adoro galinhada, que aliás era um dos melhores pratos do ARES DO BRASIL.


Galinhada

Para entender o COMMO (e seu sucesso estrondoso) é preciso sacar que ele visa um público que quer comer bem, sem gastar muito, num restaurante de bom padrão, e rápido. Ou seja, o COMMO visa um público executivo no almoço basicamente. Desconheço a frequência noturna do restaurante, mas apostaria que o faturamento é bem maior no almoço. 


Assim, ao entregar uma comida boa num restaurante de bom padrão (sem ser gastronômico, atenção) - longe da praça de alimentação - o COMMO tornou-se provavelmente o restaurante de melhor custo-benefício do shopping, bingo! O sistema é o fast casual, com pré-pagamento. Os pratos chegam numa velocidade impressionante à mesa!
Tem picadinho, estrogonofe, filés, salmão, massas, feijoada (às sextas), camarão, muita variedade. Não repetiria porém o filé Osvaldo Aranha, que não é fiel à receita. Servem uma ótima mousse de chocolate por lá.





Tempos atrás, para conhecer um lugar novo no shopping, deixei de ir ao COMMO. Me arrependi. Vale a pena investir um pouco mais e almoçar longe daquela praça de alimentação barulhenta. Não adianta, está no velho Conjuntão?! Vá de COMMO, e peça quem sabe o prato preferido do dono, o filé à parmigiana, sucesso de norte a sul do país:)
À bientôt.

COMMO GASTRONOMIA
CONJUNTO NACIONAL, TÉRREO

Cozinha - **+
Serviço - **1/2
Preços - **1/2
Ambiente - **+
Acolhida - Não se aplica

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível



terça-feira, 21 de janeiro de 2020

BAR BRAHMA (Brasília-DF)

NOVOS TEMPOS

Sampa é um delírio para os fãs de gastronomia, com seus ótimos restaurantes, bares, mercados e empórios. É uma cidade para desfrutar não só da variedade de estabelecimentos, mas tb para conhecer tendências e apreciar o alto padrão de serviço, algo que não é exclusivo dos restaurantes e bares aliás.
Nas minhas idas esporádicas a Sampa, às vezes conheço um lugar novo, mas volto regularmente a lugares dos quais eu gosto, o que eventualmente pode ser uma exigência do meu trabalho no blog tb. Mas é muito difícil eu deixar de ir a certos lugares. Um deles é o emblemático Bar/restaurante ZUR ALTEN MÜHLE, o alemão do Brooklin, um dos bares mais legais que conheço (não fui a poucos...;)) Faz 40 anos o Zur este ano, vida longa ao Zur!


Zur Alten Mühle

Muito difícil tb deixar de fazer uma visita ao empório EATALY, que nenhum apreciador da gastronomia deve deixar de conhecer. Repito: Nenhum! Sensacional. Pode-se inclusive almoçar por lá, num dos seus vários restaurantes.


Eataly 

A CASA SANTA LUZIA (um baita empório, talvez o mais sofisticado do país) é tb um programaço para os gourmets. Na minha última visita a Sampa aproveitei para revisitar a tradicional churrascaria RODEIO, o templo da picanha fatiada e do arroz 'biro-biro' (pratos criados lá). Dizia o ex-ministro Delfim Neto que "ter poder é conseguir mesa na RODEIO";)


Rodeio

Foi de Sampa que o falecido empresário Jorge Ferreira trouxe o BAR BRAHMA para Brasília. Este bar/restaurante é o nosso tema de hj, Senhoras e Senhores...
Pode até não ser que o Grupo Jorge Ferreira esteja agonizante, mas o fato é que passou por um enorme encolhimento, e luta bravamente para que as 2 casas restantes (BAR BRAHMA e BAR BRASÍLIA) sobrevivam na selva em que se tornou o segmento de bares/restaurantes na capital do país!


Bar Brahma

A verdade é que o Grupo Jorge Ferreira cresceu exageradamente, no embalo dos múltiplos relacionamentos que o empresário cultivava: Artistas, políticos, escritores, boêmios...E eu sempre achei que o grupo ocupava mais espaço do que merecia, e por uma razão muito simples: As casas do Jorge Ferreira se repetem, a fórmula é semelhante: Decoração carioca e cardápio do sudeste.

Então é forçoso a gente reconhecer que a, digamos, adequação à realidade - por mais duro que isso possa ser para administradores e funcionários - do Grupo Jorge Ferreira aos novos tempos - não devemos tb nos esquecer da morte do empresário em 2013 - veio junto com novas casas com novas fórmulas que aportaram na cidade. Para o consumidor,  uma cidade com 2 bares do Jorge Ferreira e o PUBLICAN, o CÃO VÉIO, o TETA CHEESE BAR e o BALCONY é muito mais legal que com 10 bares do Jorge Ferreira servindo as mesmas coisas!


Empório Iracema

Resumindo, as novas tendências e a morte precoce de Jorge Ferreira levaram a um encolhimento do grupo. O jovem hj em dia quer tomar (cerveja) IPA, comer hambúrguer e ir ao MERCADITO tomar um gin...;)
E o BAR BRAHMA? Ele tá lá, firme no seu excelente ponto para almoço e happy hour. Eu simpatizo com a homenagem à cozinha brasileira do BAR BRAHMA, e o lugar tem o charme dos bares antigos, uma marca dos bares de Jorge aliás. Mas as mesas precisam ser trocadas urgentemente.
Já comi várias coisas por lá, entre sandubas, pratos e petiscos. Nada impressiona, mas tb nada chega a ser ruim, embora a feijoada chegue perto disso (...) Não repetiria. Chope comum, algumas cervejas da Colorado e uma boa carta de cachaças. Lançaram uma carta de gins, afinal o MERCADITO tá ali em cima! (...) Para petiscar tente as iscas de peixe ou o croquete de carne de panela. 




O serviço é lento, dá a nítida impressão de faltar pessoal. Preços na média. O BAR BRAHMA soma ao oferecer pratos e petiscos tradicionais. Onde mais achar 'azul marinho', um prato do litoral fluminense com peixe e bananas?! Tem galeto, caldeirada paraense, enfim, de tudo um pouco...é um lugar ótimo para grupos, com pratos variados e fartos. Servem um bufê no almoço durante a semana, barato mas pouco convidativo.
Os tempos são outros, e os bares tb. Bares de drinks, com chopes lupulados, com queijos artesanais e com petiscos assinados por Chefs tornaram o bar que serve chope e calabresa - ao som de chorinho às vezes - pouco atraente para os jovens. Isto impõe um desafio a bares como o BRAHMA, que só quem viver verá se sobreviverá ou não aos novos tempos e à falta que faz seu fundador...


BAR BRAHMA
CLS 201

Cozinha/Bebidas - **
Serviço - **
Preços - **+
Ambiente - **+
Acolhida - não se aplica

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível




CHEF GABRIELA JABOUR (TERRUÁ PEQUENA COZINHA AUTORAL - Brasília-DF)

5 PERGUNTAS PARA CHEF GABRIELA JABOUR, DO RESTAURANTE TERRUÁ, BRASÍLIA 1- Então, parece evidente que o seu interesse pela cozinha vem das...