MELISSA BEEBY (Berlim Meister, São Paulo -SP)

                                      6 PERGUNTAS PARA MELISSA BEEBY                                                        (BERLIM MEISTER, SÃO PAULO-SP)


1) Fale-nos um pouco sobre a história do restaurante.

- O Berlim foi fundado por um casal alemão muito especial: Otto Mathi e Helga Mathi. A história deles é linda e cheia de recomeços.

Otto foi um dos garçons do navio Windhuk, que veio ao Brasil no início da guerra. Trabalhou na tradicional Confeitaria Vienense e, na década de 70, abriu com Dona Helga o Berlim Chopp. Após o falecimento dele, o restaurante enfrentou um incêndio e mudou de endereço, passando a funcionar dentro do Kolpinghaus São Paulo. Em 1989, passou a se chamar Die Meister Stube.

Dona Helga seguiu firme até 2013, quando assumimos com a promessa de manter seu legado. Sempre digo que sou a guardiã das receitas dela — e que, junto com o restaurante, ganhei uma Oma e muitas famílias alemãs e brasileiras. Existe sempre algo importante acontecendo ao redor de uma mesa.

Hoje tenho orgulho de dizer que somos um dos melhores restaurantes alemães de São Paulo. Isso é fruto da nossa história, da força dessa trajetória e da equipe que segue comigo, firme e forte. Acreditamos que temos uma missão: preservar essa tradição com respeito, verdade e amor. Foi com essa visão que atravessamos uma pandemia e também uma mudança de endereço, voltando a ser Berlim, em homenagem à Dona Helga e ao Otto.


2) Você entrou no negócio de forma casual? Foi uma oportunidade?

- Eu herdei o amor pela cozinha e pelos eventos através do meu pai, que era grande amigo da Dona Helga e do filho dela. Ele começou na área depois de deixar o mercado financeiro e passou a fazer eventos em casa — foi nesse universo que conheceu a Dona Helga.

Lembro de, ainda pequena, ir ao restaurante, comer batata frita e pedir Coca-Cola no balcão. Muitos anos depois, fui ao Die Meister Stube para dar apoio por uma semana. Essa semana virou 15 anos.

3) Indique entradas, pratos e sobremesa para quem vai conhecer o restaurante. Vocês fazem pratos especiais?

- Para quem vem pela primeira vez, recomendo como entrada o misto de salsichas alemãs ou o bolinho de eisbein.

Como principais, o paprikaschnitzel e o schlachtplatte — que traz um pouco de tudo — são imperdíveis.

Para finalizar, strudel de maçã com sorvete ou chantilly fresco, servido como manda a tradição.

Também fazemos ceias de Natal, pratos sazonais, menu executivo em porções menores durante a semana e, sim, o alemão também é famoso pelas suas parmegianas.


4) O que a motivou a ser sócia de um restaurante?

- Foi algo muito natural. Sempre gostei de empreender. Venho da hotelaria, trabalhei na Disney, e a hospitalidade sempre esteve muito presente em mim. Minha família também contribuiu muito para essa formação.

5) Você também trabalha com eventos na área gastronômica?

- Sim. Eu brinco que não somos um restaurante que faz eventos, mas uma empresa de eventos que adotou um restaurante alemão.

As duas operações cresceram juntas. Hoje fazemos muitos coffee breaks, seminários, coquetéis e até casamentos, sempre com uma base gastronômica internacional.


6) O que acha do nível dos restaurantes alemães no país? Cite um restaurante e um bar que gosta em São Paulo.

- Gosto muito desse nicho porque, em São Paulo, somos poucos, mas com excelente nível e muito respeito entre nós.

Como restaurante, sempre menciono o Windhuk, em Moema, que me apoiou muito quando assumi o Berlim. Às vezes até trocamos insumos quando necessário — e o chopp deles, assim como o nosso, é maravilhoso.

Também gosto do Platz, no Campo Belo, com uma proposta mais de bar alemão, decoração diferente e ótimos drinks.

OBRIGADO.

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