terça-feira, 10 de dezembro de 2019

PATRICK & DAIANE O'LOUGHLIN (THE BRIAN BORU PUB, Pirenópolis-GO)

5 PERGUNTAS PARA PATRICK & DAIANE O’LOUGHLIN, DO ‘THE BRIAN BORU PUB’, EM PIRENÓPOLIS-GO:




1 ) Numa primeira ida ao Pub, mencionem 2 petiscos e 2 bebidas que são ‘a cara do bar’?!

- Os petiscos que têm a cara bar são: Coddle Irlandês (salsichão, batata, bacon e cebola) e o Petisco de Salsichão que acompanha mandioca. Este último é uma mistura da culinária da Irlanda com a do Brasil. As bebidas são: Cerveja irlandesa ‘Guinness’ e o Chope Verde.

2 ) Quais as principais características de um pub irlandês?

- Além de charme e conforto um autêntico Pub Irlandês deve funcionar como uma "Public House", onde se recebe famílias, oferece-se um atendimento amigável, se tem boa música, boa bebida e comida. Outra característica importante é que num Pub Irlandês nunca se cobra a entrada.



3 ) Dos frequentadores do Pub, qual o percentual de turistas e do pessoal local? (pergunta do fã da página Sérgio Rady, autônomo em Pirenópolis-GO)

- Acreditamos que no atual momento o percentual de turistas e locais está quase equilibrado. Achamos que por volta de 60% de turistas e 40% de locais. Os clientes locais aumentam a cada semana.
4 ) Gostaria que Patrick nos indicasse um pub e/ou um restaurante na Irlanda? Em Piri algum restaurante e/ou algum bar os agrada especialmente?

- Na Irlanda indico ‘The King's Head’, fica em Galway e é um dos melhores Pubs que frequentei, e onde me apresentei com minha antiga banda diversas vezes. Em Piri, além do nosso bar, gosto muito da ‘Cabana do Pajé’ e do Restaurante ‘Espaço’. Além de grandes amigos, estes locais têm boa comida, cerveja e muito Rock’n Roll.



5) Todos já sabem que Mr. Patrick é a principal atração musical...e os demais músicos que se apresentam são escolhidos por algum critério específico?

- Sim. Os músicos são escolhidos pelo talento. Gosto muito dos músicos brasileiros, principalmente pela diversidade de estilos musicais que conseguem tocar. Acho isso uma característica importante, principalmente, para o público que frequenta o Pub.

OBRIGADO.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

FILÉ DE OURO (Rio de Janeiro-RJ)

NO REINO DOS FILÉS

Uma das melhores pedidas para quem está no Rio de Janeiro e tem fome é, sem dúvida, a escolha de um restaurante português. A 'cidade maravilhosa' tem forte influência na gastronomia dos muitos portugueses - particularmente do norte - que para lá imigraram, atrás de uma vida melhor, na então colônia tropical. O botequim do português é uma instituição carioca. Em muitos bares e restaurantes populares pode-se provar bons pratos e petiscos de inspiração lusa. E há tb restaurantes mais sofisticados.




bolinhos de bacalhau

Se o Rio tem muitos problemas, tem tb beleza e charme pra dar e vender. Já fui a um sem número de bares e restaurantes por lá onde se pode provar bons pratos e petiscos portugueses. Mais que restaurantes, os vetustos LAMAS e NOVA CAPELA são verdadeiras atrações turísticas pode-se dizer! O PAVÃO AZUL serve as sensacionais pataniscas de bacalhau, que gente do mundo todo vai provar num lugar que podia... dar uma melhorada, convenhamos. Marcou época na cidade um português chique, o ANTIQUARIUS, sempre cheio de celebridades e VIP's. Em Brasília pode-se visitar o restaurante do ex-sócio do ANTIQUARIUS, Manoelzinho: É o TEJO, na tradicional rua dos restaurantes.


LAMAS

No tradicional ADEGÃO PORTUGUÊS comi outro dia, acho, o melhor bacalhau da vida: Em lascas à moda da casa. Sensacional!;) Este restaurante situa-se tradicionalmente em São Cristóvão, mas de uns anos pra cá presenteou a cidade com filiais em Ipanema e na Barra. 


ADEGÃO PORTUGUÊS

Mas o tema de hj é o tradicional FILÉ DE OURO carioca, um restaurante que levou o filé às últimas consequências pode-se dizer! É um restaurante singular. Tem umas poucas entradas, uma salada, bolinhos de bacalhau (bons aliás), uns poucos pratos de frango e camarão (ótima a fritada) e uma infinidade de filés, para até...6 pessoas, pasmem!




Não conheço nenhum restaurante como o FILÉ DE OURO, com óbvia vocação para famílias e grupos. A gente escolhe o tamanho do filé e as guarnições, podendo escolher tb entre variados preparos de batata. Feijão preto acompanha todos os pratos. Reina entre os pedidos o carioquíssimo filé à Osvaldo Aranha, criado na cidade. Li uma vez que Osvaldo gostava de pedir o arroz misturado à farofa, mas é difícil de se achar o prato servido assim. De qq. forma, pode-se fazer a mistura no prato;)




Fundado por um espanhol nos anos 60, já é a nova geração que cuida do negócio, próspero a julgar pela casa sempre cheia. Merecem, pois é tudo muito bom, comida, serviço. Conforto e preços não estão no ótimo nível da comida e do serviço, devo dizer, mas nada muito comprometedor. Eu nunca bebi nada alcoólico no FILÉ, mas diria que é um restaurante pra se tomar um chope e não inventar. Sobremesas tb nunca tentei, quem sabe um dia. Bom restaurante de bairro o FILÉ, ótima pedida pra se acoplar quem sabe à um passeio no Jardim Botânico, um dos melhores que se pode fazer no Rio.
À bientôt.

FILÉ DE OURO
R. Jardim Botânico
Jardim Botânico
Rio de Janeiro-RJ

Cozinha - **1/2
Serviço - **1/2
Preços - **+
Ambiente - **+
Acolhida - **

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível





sexta-feira, 18 de outubro de 2019

NOVA CAPELA (Rio de Janeiro-RJ)

O FALSO CABRITO
Para Jaqueline, que eu levei ao NOVA CAPELA

Dei uma circulada boa por aí nos últimos 45 dias. Fui à Europa, Sampa e Rio. Não posso me queixar...;)
É sempre bom conhecer lugares novos. O budismo diz que todo ano a gente deve ir a um lugar onde nunca foi. E foi assim que eu me mandei para Berlim, Praga, Viena e Budapeste, com passagens por outras localidades menos famosas, mas nem por isso pouco atraentes, caso de Dresden (Alemanha), que eu adorei!


Dresden

Claro que eu provei muitas coisas boas na viagem, mas tendo em vista o tipo de viagem não pude deter-me como gostaria em mercados e visitar restaurantes destacados pela crítica, ou mais afastados do centro das localidades visitadas. Fui onde deu pra ir. Se pudesse tentar resumir o que comi e bebi, diria que come-se muita salsicha, carne de porco, batata e cerveja por lá. Pratos como o wiener schnitzel (escalope - o de vitela é o mais tradicional - à moda de Viena) e o goulash húngaro são tb muito populares na região.




Gente do mundo todo circula por aquela parte da Europa no fim do verão. Muitos orientais e muitos alemães. Os alemães são ricos, viajam muito e, além do mais, se sentem à vontade no leste europeu, onde uma parcela das populações fala o alemão. Línguas latinas por ali esquece (salvo na Romênia)... mas o inglês te salva!


Budapeste

Em Budapeste gostaria de recomendar 2 lugares bem bacanas: O pub irlandês JACK DOYLE'S \o/ e o restaurante HORVÁTH, onde fiz a melhor refeição da viagem: Milanesa com recheio de foie gras, especialidade húngara!;)


Horváth

Mas hoje eu gostaria de me deter na análise de um restaurante/bar tradicionalíssimo do Rio, onde estive mais uma vez: O NOVA CAPELA, um dos ícones da boemia carioca;)




O NOVA CAPELA, ao lado do seu vizinho BAR BRASIL (alemão), carrega uma das coisas mais legais das cidades antigas: As marcas do tempo... Fundado em 1903 com o nome de A CAPELA, o restaurante foi rebatizado depois que um incêndio destruiu o original, e está naquele endereço com este nome desde 1967, acho. Mistura de restaurante português com variado e bar, o NC fez fama com um diabo de um cordeiro com batatas coradas e arroz com brócolis que substituiu um cabrito que revelou-se pouco prático para ser oferecido pela casa. Eu acho isso errado. Ou é uma coisa ou é outra!...O que o NC faz é se aproveitar da fama de um prato para ganhar dinheiro servindo gato por lebre, ou cordeiro por cabrito melhor dizendo (...) Aliás não acho um prato marcante o tal cordeiro. Tem pastel de cordeiro, croquete de cordeiro, tudo chamado de cabrito. Um absurdo.




Mas, não sejamos rigorosos com o NC a ponto de dizer que não tem nada de bom para oferecer, a não ser um cordeiro razoável vendido como outra carne. Pratos como as iscas de fígado, a dobradinha (servida no almoço às sextas), a língua, os rins, a vitelinha, o camarão com chuchu e por aí vai fazem valer a visita ao lendário restaurante, onde servem tb ótimos bolinhos da bacalhau para acompanhar o chope.



O bom serviço e os preços razoáveis completam o conjunto da obra. Torço para que o NC sobreviva naquela selva de bares e casas noturnas em que se transformou a velha Lapa. O NC merece uma visita mas, frise-se bem, não é pelo falso cabrito...

NOVA CAPELA
Av. Mem de Sá
Lapa
Rio de Janeiro - RJ

Cozinha - **+
Serviço - **+
Preços - **+
Ambiente - **+
Acolhida - **

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

MAXIME E JEREMY (LE PARISIEN BISTROT, Brasília-DF)

ENTREVISTA COM MAXIME E JEREMY, SÓCIOS DO ‘LE PARISIEN BISTROT’ EM BRASÍLIA-DF:




1) Gostaria que vcs falassem um pouco do que fizeram (na área de gastronomia) na França antes de virem para o Brasil?!

-O Jeremy trabalhou nas "brasseries" parisienses. Ele era gerente. O Maxime que é da Borgonha trabalhava com os vinhos da região dele com seu pai.

2) Qual a proposta do 'Le Parisien Bistrot'? Está de acordo com o que os franceses chamam de bistronomia?

-A proposta do ‘le parisien’ é de oferecer para os clientes um lugar que se aproxima o mais possível dos bistrôs parisienses. Não pretendemos fazer alta gastronomia, mas uma gastronomia saborosa, com os clássicos da cozinha de bistrô e também com pratos únicos. Desse lado poderíamos falar de bistronomia.

3) Expressiva parte dos clientes no almoço em dias úteis está em busca de satisfazer a necessidade fisiológica de se alimentar (fora do lar), buscando qualidade e sabor, mas controlando bem seu gasto nessa refeição. Qual a estratégia do ‘Le Parisien’ para atrair, agradar e fidelizar esse cliente exigente e preocupado com o custo da refeição? (pergunta do fã da página Fernando Cabral, sócio de restaurante em Brasília)

-No almoço nos dias uteis, o restaurante propõe um menu executivo que trocamos cada 3 semanas, com 3 opções de entradas (saladinha, sopa, tartines ou vol au vent) , 7 de principais (sempre tem nossos clássicos: cassoulet, boeuf bourguignon, nhoque vegan) e 3 de sobremesas. O principal sai por 33.90, entrada/principal ou principal/sobremesa por 39.90 e entrada/principal/sobremesa por 46.90. A ideia é servir pratos saborosos, com preços bons e rápido, para as pessoas que não tem muito tempo nesse horário. Sempre tem uma opção de carne vermelha, uma opção de peixe, uma opção de carne branca e uma opção de prato vegetariano, a mais dos 3 clássicos.

4) Indiquem 1 entrada, 2 pratos e 1 sobremesa a quem vai ao restaurante pela primeira vez?!

-Como entrada, eu sugeriria a sopa de cebola nesses dias frios. A nossa é coberta por uma massa folhada crocante e fica deliciosa.
Como pratos, eu sugeriria nosso filé mignon ao brie e nosso San Peter ao molho pesto e castanhas e risotto de limão. Não é típico da gastronomia de bistrô francesa mas é muito gostoso!
Como sobremesa, minha sugestão seria o café gourmand. É um café que vem com 3 mini sobremesas: crème brûlée, panacotta e bolinho de chocolate.



5) Como veem a cena gastronômica brasiliense? Qual prato brasileiro mais apreciam?

-O que mais me agrada na gastronomia brasileira são os peixes e os camarões! Acho que não tem igual na França. As moquecas são maravilhosas! Fora disso acho a gastronomia brasileira bastante rica! Nunca saí de um almoço ou de um jantar insatisfeito.

6) Gostaria que cada um de vcs mencionasse um restaurante na França e outro em Brasília que lhe agradem em especial?

-Maxime: um restaurante brasiliense: ‘bloco C’;
Um restaurante francês: "Chez Joseph", que fica em Auxerre na Borgonha.
-Jeremy: restaurante brasiliense: ‘saveur bistrô’;
Restaurante francês: ‘la petite perigourdine’ em Paris.

OBRIGADO.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

PAULO AMORIM (FORNERIA PIRENEUS CAFÉ, Pirenópolis-GO)

ENTREVISTA COM PAULO AMORIM, PROPRIETÁRIO DA ‘FORNERIA PIRENEUS CAFÉ’ EM PIRENÓPOLIS-GO:




1) Já tinha uma atração por cozinha/bar/restaurante ou a FORNERIA PIRENEUS foi pra vc mais uma oportunidade de negócio mesmo?

- Sempre apreciei a alta gastronomia, em São Paulo sempre que podia visitava restaurantes na busca por novos sabores, principalmente da culinária italiana. A ideia de abrir a (hoje) ‘Forneria Pireneus Café’ partiu da minha ex-companheira Niris, que sempre prezou pela boa gastronomia, sendo a responsável por grande parte do nosso cardápio, e em especial as Focaccias, que são a nossa especialidade.




2) Como vc veio parar em Pirenópolis-GO?! (pergunta da fã da página Maria Zezi, proprietária do ‘Tia Rosinha Café’ em Brasília);

- Minha paixão por Pirenópolis vem desde o ano de 1982 quando pela primeira vez coloquei os pés na cidade, ou melhor coloquei o caiaque nas águas do rio das almas. Na época tinha uma loja de materiais esportivos em Goiânia chamada ‘Conexão Verde’ e praticava canoagem. Alguns anos depois já morando em Ilhabela no litoral de São Paulo adquiri um sítio na serra dos Pireneus próximo à cachoeira do Abade, que costumava frequentar algumas vezes ao ano. No ano de 2005 resolvi vir morar em Piri, quando dei início à construção da minha residência e das instalações do ‘Pireneus Café’, como era conhecido naquela época.



3) Os músicos são escolhidos de que forma?

- Sempre gostei de música, meu avô era maestro e meu pai estava sempre envolvido com a bossa nova e o jazz, minha mãe apreciadora da música clássica. Cresci nesse ambiente e faço o cardápio musical sempre com música instrumental e contando sempre com músicos de qualidade.

4) Sugira 1 entrada, 2 pratos e uma sobremesa a quem vai conhecer a FORNERIA!

- Para quem vem conhecer a ‘Forneria’ sugiro de entrada pasteizinhos Paraty de camarão com queijo catupiry, uma focaccia de shitake com gorgonzola ou a de copa com figo orgânico. De sobremesa a torta de maçã ou a da rainha de três chocolates.





5) Mencione um restaurante que lhe agrade em Piri!

- Em Pirenópolis destaco o restaurante ‘Montserrat’.


OBRIGADO.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

THE BRIAN BORU (Pirenópolis-GO)

ERA SÓ O QUE FALTAVA...

Eu sempre achei, mas nada impede que um dia ainda mude de opinião, que Piri é o lugar mais bacana para se passar uma noite nos arredores de Brasília.
Para um passeio do tipo 'bate-e-volta', há mais concorrência. O 'bate-e-volta' ao Salto de Itiquira com almoço no DOM FERNANDO é o meu favorito. Se a ideia for um passeio menor mas com direito a um almoço mais caprichado meus favoritos são a ida ao TREM DA SERRA e ao SERVUS.


TREM DA SERRA

Achei muito feliz a união do restaurante SERVUS com o Espaço GAIVOTAS. Ótima cozinha e sofisticação! Já o tradicional TREM DA SERRA precisava mesmo era de uma boa reforma, enfim...
Eu continuo frequentando Piri, e posso fazer com segurança algumas afirmações sobre o cenário boêmio e gastronômico da queridinha dos brasilienses. Assim:
-A maioria dos turistas vai pra Piri atrás de comida regional e bares. Há um público restrito para alta gastronomia;
-Demora a surgir na cidade um estabelecimento que faz "valer a viagem", como diz o Guia Michelin.



Pois eu tenho uma excelente notícia pra dar aos fãs de Piri: Surgiu um estabelecimento que faz "valer a viagem"!;) E o estabelecimento é bastante improvável: Um pub irlandês, vejam só! Chama-se THE BRIAN BORU - nome de um herói irlandês - e fica na tradicionalíssima Rua Direita, que foi endereço de lugares emblemáticos da cidade, como o Atelier do artista de mobiliário Maurício Azeredo, o PÃO DO ALEMÃO, o CAFÉ PAND'ORO, o ARMAZÉM DA RUA DIREITA e por aí vai...


THE BRIAN BORU

O THE BRIAN BORU é obra de um irlandês que se apaixonou primeiro por Piri e depois por uma goiana. Aliás é obra dos dois para ser mais justo. Com vcs, Mr. Patrick...
Patrick
O que eu acho mais impressionante no pub é a disposição do Patrick para cantar a noite toda! Daiane, esposa de Patrick, toma conta - com competência e simpatia - do atendimento e do salão.


U2, banda de rock irlandesa

Para beber, chopes da HOP CAPITAL brasiliense, chope verde - tipicamente irlandês - algumas cervejas artesanais e, claro, a icônica (cerveja irlandesa) GUINNESS!;) Há tb drinks e uísque irlandês, além do tradicional licor irlandês BAILEYS.




Para comer, dadinhos de tapioca e bolinhos de carne com mandioca frita (ótimos), entre outras coisas. Há projeto de servir-se rotineiramente o café da manhã irlandês. Preços razoáveis e ambiente encantador.


Daiane

 



Eu realmente adorei o THE BRIAN BORU e o saúdo como o lugar mais bacana que surgiu lá em Piri nos últimos tempos. Então, com o THE BRIAN BORU Piri, que já era um encanto, ficou mais encantadora ainda... era só o que faltava! Cheers...

THE BRIAN BORU
Rua Direita
Pirenópolis-GO

Cozinha/bebidas - **1/2
Serviço - **1/2
Preços - **+
Ambiente - ***
Acolhida - não se aplica

*** - Excelente
** - Bom/Regular
* - Sofrível

quarta-feira, 31 de julho de 2019

MARINA CAVECHIA (TETA CHEESE BAR, Brasília-DF)

5 PERGUNTAS PARA MARINA CAVECHIA, SÓCIA DO “TETA CHEESE BAR” EM BRASÍLIA:




1) Então vc já trabalhava com cervejas - com o André, sócio - antes do bar, e tinha gosto por queijos como uma boa mineira?

Eu gostava muito de queijo, mas não fazia ideia da diversidade dos queijos brasileiros. Eu só conhecia o queijo de trança, o fresco, o "meia cura" e aquele pra ralar e fazer pão de queijo. Esse era meu único universo. Um dia, fiz uma vivência na Serra da Canastra com o Fernando Oliveira, da A Queijaria (SP). Lá eu tive contato com os mil gostos de Minas Gerais. Fiquei maluca, completamente eufórica. Não conseguia entender como eu não conhecia aquelas preciosidade produzidas no mesmo estado onde eu nasci. Foi assim que começou meu interesse. Isso deve ter uns 4 anos. Desde então eu estudo, faço cursos de produção e maturação, visito fazendas produtoras, viajo para fora do Brasil em busca de conhecimento e trago especialistas para divulgar a cultura queijeira em Brasília. A ideia, a identidade e o conceito do TETA foram construídos a partir dessas experiências aliada à nossa (minha e do André) formação e experiência com cerveja artesanal.

2) Vcs tem algum vinho nacional encorpado na carta? Se sim, que queijos recomenda para harmonizar? (pergunta da fã da página Zilmara Monteiro, fisioterapeuta em Brasília)

Infelizmente ainda não temos vinhos tintos brasileiros na carta. Estamos começando a trabalhar com vinhos naturais. Temos aqui um Rosé da vinícola Boroto. São vinhos bem diferentes porque não levam conservantes. De qualquer forma, aí vai a dica: vinhos mais encorpados pedem a companhia de queijos bem maturados e complexos. Temos vários aqui na loja: Mandala (Pardinho), Kanonenko (Refazenda), Sol (Pé do Morro), Sinueiro (Belafazenda)...
Vinhos mais leves e espumantes vão bem com queijos mais jovens ou de massa mole e mofo branco. Lua da Serra (Pé do Morro), Flor de Figo (Cabríssima), Dente de Leão (Vale das Ovelhas). De qualquer forma, devo dizer que queijos harmonizam muito melhor com cervejas. É possível encontrar a cerveja perfeita para cada queijo já que as variações entre as cervejas são mais evidentes e as possibilidades muito maiores. Por exemplo: um boursin com cobertura de capim limão vai ficar uma delícia com uma Saison ou uma Wit.




3) Não está ocorrendo uma valorização excessiva dos queijos feitos de leite cru, como se fossem sempre melhores que os feitos de leite pasteurizado?

Acho que não. Os queijos de leite cru, em muitos casos, carregam a tradição de uma região. Eles são feitos de forma natural sem a dependência de laboratórios que vendem fermento em saquinho. Queijos de leite cru carregam mais sabor, mais complexidade por causa dessas bactérias boas presentes no leite de boa qualidade. Por séculos, o leite cru foi demonizado no Brasil e o queijo de leite pasteurizado era o único caminho possível. Por causa disso, produções tradicionais como em Minas Gerais e Santa Catarina quase desapareceram. Milhares de família trabalharam e ainda trabalham na clandestinidade por causa disso, sem falar nas pessoas que desistiram de produzir simplesmente porque no Brasil, queijo de leite cru era considerado ilegal. A tradição iria morrer e, com ela, a história e muito sabor. O queijo de leite cru deve ser muito valorizado mesmo porque ele significa resistência, significa a luta de pequenos produtores para mudar a legislação que foi feita para a indústria e nunca foi pensada para valorizar o produtor artesanal.

4) Qual a proposta do "Teta"?

O TETA é um bar com bebida e comida boa e isso só é possível graças ao Pablo Julio, nosso sócio que cuida da parte de gastronomia. Nosso cardápio da noite passeia entre pratos tradicionais de boteco (bolinho de arroz feito com queijo canastra) e polenta com ragu de linguiça e pratos mais diferentões como nosso sanduíche de pirarucu defumado e o risoto de abóbora com queijo azul de cabra. Há um mês abrimos a casa para o almoço com opções de entrada, pratos principais e sobremesas. O queijo entra até nas sobremesas, claro.




5) Cite 3 queijos brasileiros que não se deve deixar de provar?! Mencione um bar e um restaurante que lhe agradem em Brasília!

Ai, essa pergunta dos queijos preferidos é muito difícil. Mas toda vez que monto uma tábua para algum cliente faço questão de colocar um queijo tradicional (da Canastra ou do Serro, por exemplo), um queijo de cabra ou ovelha bem inovador (Flor de Figo, Azul do Bosque ou Azulão, por exemplo) e um inovador de vaca (Sol, Duzu, Limão..). Nós temos ótimos bares de cerveja artesanal em Brasília, de drinks nem tanto. Quando eu quero sair um pouco do universo da cerveja vou para o Bambambã, os melhores drinks da cidade. Meu restaurante preferido em Brasília é o Authoral, simplesmente amo.


OBRIGADO.


quarta-feira, 17 de julho de 2019

COWTAINER (Brasília-DF)

BRINCADEIRAS

Saindo por aí, percebe-se uma grande variedade de fórmulas de bares: Bares tradicionais, bares de cervejas com foco nas artesanais/importadas, bares de vinhos/coquetéis, gastropubs, bares hamburguerias, enfim, tem pra todos os gostos!
A oferta de bares cresceu e se sofisticou a tal ponto em Brasília que causou um encolhimento  - que chegou a ser chocante em pelo menos um caso - significativo do número de estabelecimentos tradicionais e anteriores à onda gourmet.


O extinto Bar do Mercado

O fechamento de uma casa é sempre ruim para todos, mas resulta de uma adequação do mercado à demanda ou de incompetência mesmo, falta de sorte. Há sempre um que de mágica no sucesso de uma casa, e o fracasso é sempre mais fácil de ser explicado que o sucesso. Mas por outro lado se o fim de uma casa é ruim num primeiro momento pode ser uma oportunidade para que o perdedor vislumbre... uma outra oportunidade. Ninguém deve se esquecer que o famoso restaurateur e gentleman Rogério Fasano já teve que fechar restaurante...Não adianta, é como gosto de dizer, no comércio ninguém sabe quem vai estar aberto daqui a 1 ano! (...).


Eduardo Bier

Eduardo Bier, sócio da cervejaria gaúcha DADO BIER, disse numa entrevista recente que, das atuais 1.000 cervejarias artesanais do Brasil, muitas não sobreviverão no médio prazo.
Mauro, ex-Diretor do GRUPO JORGE FERREIRA em Brasília que abriu um restaurante no BRASIL XXI, diz por sua vez que os jovens só querem saber de cerveja IPA e de hambúrguer, e que o chope com petiscos tradicionais que fizeram a fama das casas deste grupo só atraem hoje quarentão e cinquentão aos bares.
A partir destas afirmações, é razoável a gente especular que...provavelmente algumas hamburguerias e bares de cervejas tombarão pelo caminho, assim como tombou um dia o BAR DO MERCADO e agora sai de cena o tradicional MARTINICA CAFÉ.




Bom, mas só com o tempo saberemos quem vai resistir e quem vai eventualmente perecer na selva em que se tornou o segmento de bares na capital do país. Enquanto isso, cada um inventa uma brincadeira para atrair clientela!;)


BEER CLUB

Assim (lista não exaustiva):
-Muitas torneiras de chope: SANTUÁRIO, DELIRIUM CAFÉ, I LOVE BEER;
-Autosserviço de chope: BEER CLUB;
-Chopes exclusivos/diferenciados: PUBLICAN;
-Queijos artesanais: TETA ;
-Coquetéis: EMPÓRIO IRACEMA, LOCA COMO TU MADRE, PINELLA;
-Ambiente sofisticado: LONDON STREET, BALCONY;
-Vinhos & carne suína: IVV.
E por aí vai. E no COWTAINER, qual a brincadeira? Comer costela, ora!;)




Situado no PIER 21, point jovem, o COWTAINER acoplou um almoço com grelhados e rodízio de guarnições ao serviço de uma choperia noturna. Com várias torneiras servindo basicamente chope nacional e cervejas em garrafa, é uma ótima opção para uma noite animada de papo com os amigos;) Um dos sócios é tb sócio do tradicional BEIRUTE, cujo chope é sempre servido por lá.




Do cardápio de petiscos, destaco o ótimo croquete de...costela, claro! No almoço, brilha a paçoca de carne. Sobre a costela, carro-chefe da Casa, sinceramente não impressiona. Bom serviço e preços razoáveis.




E quem será que vai nos apresentar a próxima brincadeira?!;)

COWTAINER
PIER 21

Cozinha/Bebidas - **+
Serviço - **+
Preços - **+
Ambiente - **+
Acolhida - não se aplica

*** - Excelente
** - Bom/regular
* - Sofrível




terça-feira, 2 de julho de 2019

CHEF RONALDO ROSSI (CERVEJOTECA, São Paulo-SP)

6 PERGUNTAS PARA O CHEF RONALDO ROSSI, PROPRIETÁRIO DA LOJA/BAR ‘CERVEJOTECA’ EM SÃO PAULO-SP:





1) Sabe-se que vc da Faculdade de Nutrição foi para a cozinha e se tornou Chef, ainda bem jovem...como surgiu a cerveja na sua vida profissional?

-De fato o caminho foi o contrário, eu iniciei na gastronomia muito novo, era um hobby, algo que com o tempo e nenhum planejamento acabou se tornando profissão, era uma época em que não existiam faculdades de gastronomia, os profissionais diplomados faziam as suas graduações no exterior, por aqui o mais próximo disso eram os cursos profissionalizantes de cozinheiro internacional e a faculdade de hotelaria, mas eu continuei estudando sozinho, testando na prática e ouvindo alguém mais experiente todas as vezes que tive oportunidade, e assim foi, do hobby, para as primeiras encomendas, os eventos, as aulas e o convite para assumir a primeira cozinha, perto dos 21 anos, o convite seguinte foi para assumir consultorias, a docência na faculdade de gastronomia e aqui estamos.
A nutrição veio quando já tinha uns 10 anos na cozinha, foi importante na época, mas é uma área com a qual nunca me identifiquei de fato, a ponto de nunca ter solicitado o meu CRN.
A cerveja foi o hobby que ficou no lugar da gastronomia, no início só a degustação, as festas regadas a cerveja e a lembrança de bons momentos, com o tempo o estudo e a busca do conhecimento, o curso de sommelier e mais uma vez o convite para assumir a próxima turma como professor. Foi muito fácil juntar as duas áreas, os interesses são próximos e o envolvimento de aromas, sabores e texturas é perfeito.


2) Mencione 5 (ou mais...) cervejas inesquecíveis que vc já tomou?!

-A minha lista é pública, já foi publicada muitas vezes e é super curioso como ainda tem gente que se aproxima para questionar alguma coisa dessa lista:

- Orval;
- Rodenbach Caractère Rouge;
- Rochefort 10;
- Brooklyn Black Ops;
- St. Feuillien Grand Cru.

Essa lista é antiga e bem mais longa, preciso atualizar e mais do que isso, preciso colocar várias cervejas brasileiras que hoje em dia merecem o reconhecimento que estão começando a ter, posso destacar: Dádiva, Tupiniquim, Lohn e uma série de ciganas como: Dum, Hocus Pocus, Mafiosa, Synergy, Morada...


3) Qual cerveja brasileira mais te surpreendeu positivamente e pq? (pergunta da fã da página Paula Figueiredo, ex-proprietária da ‘Grote Bier’ em Brasília)

-Colocar só uma é muito difícil, mas mesmo correndo o risco de ser injusto, destacaria a Juan Caloto Mi nombre és Venganza. Uma cerveja completamente fora de estilo, uma double juicy ipa com uma pegada ácida, só provando para entender.
4) Como vc vê a cena cervejeira no país hj? Quais os maiores problemas?

-É um mercado em desenvolvimento, estamos no início absoluto, temos as dificuldades do custo Brasil, impostos altos, logística complicada, o Real desvalorizado frente ao Dolar, some tudo isso à perda do poder de compra do brasileiro, temos a primeira resposta do porque esse mercado não cresce.
Outro problema é o fato de que a maior parte de nós não se esforça muito para cativar os novos consumidores. Por arrogância, prepotência ou mesmo desinformação alguns profissionais tratam com desdém os consumidores em potencial, que hoje em dia tomam as cervejas populares. Tive que ouvir inúmeras vezes frases como: “eu não tomo vinho porque acho que é muita frescura” ou “esse pessoal do vinho coloca tanta regra pra se tomar uma taça que eu prefiro não aprender nada e continuar apreciando o meu vinho para não me tornar um deles”, aprendemos exatamente como fazer isso, afastar potenciais consumidores por uma glamourização excessiva de algo que até hoje foi um instrumento de diversão, socialização e sorrisos e não deveria nunca perder isso.


5) Qual o maior desafio da harmonização entre cervejas e pratos?

-Harmonização é o auge, o máximo da experiência gustativa. Os sabores são somados e fazendo uma analogia teríamos algo como: 2 + 2 = 5. Precisamos conhecer as duas partes (cerveja e prato) para que possamos gerar experiência, é impossível harmonizar de fato com um exemplar de estilo cervejeiro desconhecido, assim como sem conhecer os temperos ou o modo de preparo de um prato, o mais legal é que se você estiver disposto a provar e na hora a combinação não foi a melhor possível o pior que pode acontecer é você ter que beber e comer em momentos separados, não há nada pior do que isso, então escolha as suas cervejas e boa sorte, vamos provar.


6) Indique uma cervejaria e um restaurante em São Paulo que lhe agradam! Fale-nos um pouco sobre sua loja/bar...

-Vou destacar duas casas muito legais, a Cervejaria Nacional e a Rota do Acarajé, respectivamente a mais antiga cervejaria da cidade de São Paulo com sampler, rótulos sazonais e boa comida; na Rota além de muitas cervejas e cachaças você ainda pode provar a melhor comida baiana de São Paulo.
A Cervejoteca é a mais antiga loja de cervejas de São Paulo, chegamos aos 7 anos e desde o começo a ideia foi ter uma grande carta de cervejas com a ideia de propagar a cultura cervejeira. Fiz com a intenção de receber os amigos como se estivesse recebendo na minha própria casa, lugar para conhecer novidades, aprender um pouco, trocar experiências, tomar boas cervejas, dar boas risadas e ficar em paz. Os amigos que já conhecem sabem do que estou falando, os que ainda não conhecem estão convidados para tomarmos umas e darmos boas risadas, fico aguardando, abração.


OBRIGADO.

CHEF GABRIELA JABOUR (TERRUÁ PEQUENA COZINHA AUTORAL - Brasília-DF)

5 PERGUNTAS PARA CHEF GABRIELA JABOUR, DO RESTAURANTE TERRUÁ, BRASÍLIA 1- Então, parece evidente que o seu interesse pela cozinha vem das...