quarta-feira, 21 de outubro de 2020

CHEF GABRIELA JABOUR (TERRUÁ PEQUENA COZINHA AUTORAL - Brasília-DF)

5 PERGUNTAS PARA CHEF GABRIELA JABOUR, DO RESTAURANTE TERRUÁ, BRASÍLIA

1- Então, parece evidente que o seu interesse pela cozinha vem das visitas a confeitaria da família (‘Sweet Cake’) qdo. menina ?!

Meu interesse pela cozinha vem de uma série de lembranças de quando era pequena. Lembro-me que antes de existir a ‘Sweet Cake’, eu adorava ajudar a minha avó Regina a fazer casadinhos. Ela colocava a goiabada em um dos biscoitos e me entregava para eu colocar a outra banda do biscoito e passar no açúcar. Que lembrança boa, diga-se de passagem.

Outra lembrança que não sai da minha memória, são os bolos para o final de semana, o cheiro da salsinha colhida da horta sendo pitada pela Maria (funcionária da minha avó), a banana com biscoito amassado que minha avó Tê fazia e eu achava o máximo.

Crescendo mais um pouco veio a ‘Sweet Cake’, e de lá a minha primeira lembrança é a tartelete de morango, que para mim era o doce mais bonito do mundo.

Enfim, comida sempre fez parte da minha vida, seja em bons momentos, ou para esquecer alguma coisa, a gente sempre acabava “com a barriga no fogão” e isso me fazia (e faz!!!) um bem danado!!! Tirando os muitos brindes e danças que eu e meu pai fazemos durante o preparo de cada prato e das aulas de cuidado e capricho da minha mãe ao observá-la na cozinha.


2- Qual a proposta do Terruá?

O Terruá nasceu da vontade de ter algum lugar para ir e não ver a hora passar, poder tomar um vinho e comer uma boa comida, mas comida de verdade, nada de muito “fru fru” (kkkkkk!!!). Nossa ideia é que o cliente fique à vontade e sinta-se em casa, por isso a nossa abordagem é bem cativante. Gosto de tratar o cliente com respeito, claro, mas também gosto que ele sinta todo o nosso amor, carinho e simplicidade que colocamos em cada detalhe. 

3- Indique 2 entradas, 1 prato e 1 sobremesa a quem vai ao restaurante pela primeira vez ?!

Duas entradas queridinhas que eu acho que nunca poderão sair do cardápio, é o queijo brie na massa folhada com caramelo salgado e castanhas e a croqueta de carne de panela. O prato principal que é campeão de elogios, desde a batata frita ao ponto da carne, é o entrecôte a moda Balthazar e para fechar o menu, meu maior xodó, o Txiw Terruá. 



4- Mencione um restaurante e um bar que lhe agradam aqui em Brasília ?! Um doce sensacional na cidade é servido aonde?

Não sou de comer muito fora, todo final de semana reunimos a família na casa dos meus pais e por lá cozinhamos sem hora para acabar, o almoço sai por volta das 16 horas e até lá boas risadas, bons vinhos e muito amor está envolvido. Mas se tem um lugar que eu adoro ir, é o ‘Dom Francisco’ da Asbac, a comida de lá não tem igual, e por favor, uma pausa para “A” farofa, S-E-N-H-O-R o que é aquela farofa (kkkk!!!), e um outro lugar que eu gosto de ir para comer o melhor polpetone do mundo, é na ‘Trattoria da Rosario’, que delícia!!!! 


Quanto à sobremesa, esse lugar para mim já existe há 28 anos no meu coração, é a ‘Sweet Cake’ e, sério, é bem difícil escolher apenas um doce, mas existe um que posso estar na dieta que for, mas por favor, não coloque ele na minha frente, é a mousse de leite ninho com Ovomaltine, só de falar dá água na boca!!!! 


Sweet Cake

5- Qual será a expectativa do novo cliente e como se reinventar com o novo normal? (pergunta do Chef Tiago Santos, 'Le Jardin', Brasília)

Quem vier a primeira vez ao Terruá tem que vir para ficar rsrs pois aqui criamos uma atmosfera onde a gente quer que a pessoa se sinta bem e não veja a hora passar, tome um bom vinho, um drink, escolha um prato para compartilhar e “se entregue” ao momento, pois é assim que criamos os bons momentos em nossa memoria e é assim que queremos ser lembrados.

Nossa comida é feita com amor, em uma cozinha bem pequena, com todo carinho e zelo que podemos colocar.

Em relação ao novo normal, graças a Deus o nosso ponto é muito favorável a ele, pois a nossa pracinha nos permite colocar muitas mesas, com o devido espaçamento, e assim geramos confiança nos nossos clientes, além disso a higiene do material, o novo adereço do uniforme que é a máscara e face shield, na minha opinião como nutricionista, deveria já se tornar item obrigatório. Enfim, conseguimos nos adaptar bem a esse novo normal.


OBRIGADO.


ROTT BAR (Brasília-DF)

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